domingo, 2 de dezembro de 2012

Água do mar subiu sete centímetros nos últimos 20 anos


Investigador afirma que novos dados
são os mais fiáveis conseguidos até agora

2012-12-01
Contribuição da fusão do gelo da Gronelândia e Antárctida  para o aumento do nível do mar é de 0,59 milímetros por ano
Contribuição da fusão do gelo da Gronelândia e Antárctida para o aumento do nível do mar é de 0,59 milímetros por ano
Nos últimos anos, a comunidade científica publicou pelo menos 29 estimativas diferentes sobre a quantidade de camadas de gelo que tem contribuído para a subida do nível do mar. Os resultados oscilavam entre 1,9 e os 0,2 milímetros anuais.
A nova estimativa, realizada por alguns dos mais prestigiados cientistas do clima e recentemente publicada na«Science», situa a contribuição da fusão do gelo da Gronelândia e Antárctida em 0,59 milímetros por ano, em média, desde 1992.
O estudo refere que os níveis globais do mar subiram 3,3 milímetros por ano durante esse período de tempo, o que faz com que o aumento seja de aproximadamente sete centímetros nas duas últimas décadas.
Andrew Shepherd, investigador da Universidade de Leeds (Reino Unido) e autor principal do estudo, referiu em videoconferência com jornalistas que estas estimativas de perda de gelo nas camadas continentais“são as mais fiáveis realizadas até agora”.
O investigador acrescenta que o estudo “acaba com 20 anos de incertezas acerca das alterações nas massas de gelo da Gronelândia e Antárctida”. Este registo pretende, também, servir de base de referência para estudos futuros.
A investigação examina os três métodos que se utilizaram para medir o degelo por distintos grupos e estabelece critérios comuns que permitem aos cientistas descartar algumas observações atípicas e demonstrar que os resultados obtidos são correctos. 


Fonte : Ciência Hoje

Mercúrio tem gelo e material orgânico


Vários estudos a partir de dados da sonda Messenger
estão agora publicados na «Science»



Algumas crateras no pólos de Mercúrio estão sempre na sombra, sendo assim zonas de frio
Algumas crateras no pólos de Mercúrio estão sempre na sombra, sendo assim zonas de frio
Apesar das suas temperaturas muito altas devido à proximidade com o Sol, Mercúrio contém gelo e material orgânico congelado nas crateras do seu pólo norte. A NASA apresentou as provas recolhidas pela Messenger, a primeira sonda a orbitar Mercúrio. A«Science» publica vários artigos sobre o assunto.
Tanto a água gelada como os materiais orgânicos – semelhantes a alcatrão ou carvão – foram depositados naquele planeta, há milhões de anos, por cometas e asteróides que chocaram com o planeta.“É a explicação que melhor se enquadra nos dados que estudámos”, afirma Sean Solomon, o investigador principal da missão, da Universidade de Columbia (Nova Iorque).

Não é a primeira vez que a NASA apresenta indícios de gelo em Mercúrio, mas agora os dados são mais sólidos. O material orgânico é uma novidade. “Não esperávamos encontrar isto, mas demo-nos logo conta que faz sentido pois já foi observado noutros lugares, como objectos gelados nos confins do Sistema Solar ou nos núcleos de cometas”, explica o investigador David Paige, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
A sonda Messenger, ao contrário do robô Curiosity que se encontra em Marte, não é um rover, não podendo assim analisar rochas ou amostras directamente do solo. No entanto, transmite raios laser e recolhe dados sobre a composição da superfície durante as suas órtbitas.
Os cientistas acreditam que o material orgânico, que é duas vezes mais escuro do que a maior parte da superfície de Mercúrio, encontrava-se no interior do gelo depositado por cometas há milhões de anos. Apesar do planeta não ser habitável nem ter albergado vida no passado, defendem os cientistas, a descoberta do material orgânico pode ajudar a compreender como se originou a vida na Terra e como poderá evoluir em planetas fora do sistema solar.
Uma das hipóteses para explicar a origem da vida na Terra – a teoria da panspermia – é que os seus ingredientes chegaram ao nosso planeta em cometas ou asteróides. “A descoberta de alguns dos ingredientes da vida em planetas do Sistema Solar é realmente emocionante”, diz Paige.
Neste caso é ainda mais 'surpreendente' pois as temperaturas à superfície do planeta podem superar os 400 graus centígrados. No entanto, algumas crateras no pólos de Mercúrio estão sempre na sombra, sendo assim zonas de frio.

Fonte : Ciência Hoje 
Reflexão : Como nós estudamos recentemente , Mercúrio não possui atmosfera e mesmo que possua gelo , é quase impossível existir lá vida , devido a não existência de atmosfera .