segunda-feira, 4 de março de 2013


O pássaro macho da espécie pilrito-peitoral ou maçarico-de-colete (Calidris melanotos peitorais) acasala com mais fêmeas e tem mais filhotes quando dorme menos, aponta um novo estudo feito em conjunto pelas universidades de Zurique, na Suíça, e do Oeste da Austrália, e pelo Instituto de Ornitologia Max Planck, na Alemanha.


Esses resultados, publicados na revista "Science" desta semana, contrariam uma visão comum de que a privação do sono leva a uma redução no desempenho geral, inclusive sexual.

Amplas evidências têm sugerido que dormir economiza energia, favorece a fixação da memória e "restaura" o cérebro e os tecidos para o período em que ficamos acordados. Além disso, nos homens, o sono aumenta a massa muscular e libera o hormônio do crescimento (GH).

A pesquisa sugere, porém, que o aumento do tempo de vigília, sem danos à saúde, pode ser uma questão adaptativa do processo de evolução, após demandas ecológicas.

Os pilritos-peitorais cruzam em meados do verão no Ártico, onde há luz solar por 24 horas e uma intensa competição entre os machos. A equipe mostrou que os indivíduos que dormiam menos tinham um maior sucesso reprodutivo em comparação com os concorrentes que apresentavam um sono regular.

O pesquisador John Lesku, da Alemanha, e seus colegas estudaram a atividade cerebral dessas aves durante o acasalamento de machos e fêmeas. Foi usada uma tecnologia de monitoramento remoto por GPS.

Pilrito-peitoral dorme menos e acasala mais (Foto: Bart Kempenaers/ Wolfgang Forstmeier/MPIO/Science

Fonte : https://www.portaleducacao.com.br/biologia/noticias/56292/especie-de-passaro-consegue-mais-femeas-se-dorme-menos-diz-estudo
Reflexão : Este estudo mostra-nos um facto bastante curioso ..

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Asteróide passa a rasar a Terra


No dia em que vários meteoritos causaram surpresa em todo o mundo ao cair na região Russa de Cheliabinsk – destruindo vários edifícios e causando pelo menos 1200 feridos –, o asteróide 2012 DA14 passou como previsto a quase 28 mil quilómetros da superfície terrestre, a uma velocidade de oito quilómetros por segundo (várias vezes a velocidade do som) e invisível a olho nu.
O asteróide, que a NASA estima ter 130 mil toneladas e 45 metros de diâmetro, passou pela Terra muito acima da atmosfera, mas já dentro da cintura de satélites de meteorologia e comunicações geoestacionários (que estão sempre na mesma posição em relação a um ponto da superfície), que orbitam o planeta a cerca de 36 mil quilómetros. Não houve qualquer contacto entre o asteróide e os satélites.
Foi por volta das 19h30 que o asteróide esteve mais próximo da Terra, altura em que passava por cima da ilha indonésia de Sumatra. A distância é menos de um décimo da distância entre a Terra e a Lua e muito mais pequena do que o habitual para asteróides.
O 2012 DA14 tornou-se o recordista para um objecto desta dimensão a fazer uma passagem prevista tão próxima da Terra. Os astrónomos, incluindo a NASA, tinham a rota do asteróide monitorizada e já tinham garantido não haver qualquer risco de colisão. A próxima passagem deste asteróide que merece a atenção dos astrónomos, esclareceu a agência espacial americana, vai acontecer em 2046, mas a distância será muito maior do que a desta sexta-feira: o DA14 vai passar a cerca de um milhão de quilómetros do centro da Terra.
Alguns especialistas chegaram a descrever os meteoritos que caíram na Rússia como podendo estar relacionados com o DA14, mas tanto especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, como um comunicado divulgado pela NASA esclareceram não haver relação entre os dois fenómenos.
Apesar de a passagem do DA14 ter sido inteiramente prevista e não ter colocado qualquer risco, suscitou inevitavelmente o debate sobre a protecção do planeta em relação a eventuais impactos com asteróides. A NASA garante ter já arrancado com vários projectos para “entender melhor a natureza dos asteróides e como estes podem ser desviados de uma trajectória de impacto com a Terra”. Além disto, a agência está a trabalhar no desenvolvimento de tecnologia que pode vir a permitir missões a estes objectos – tanto apenas com robôs, como com astronautas. Um potencial objectivo destas missões será a exploração de minerais. 
Reflexão : Esta notícia fez com que todos nós tivessemos em atenção a passagem do asteróide e do meteorito que caiu na Rússia .
Fonte : público

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Chile teve 109 sismos em 2012


O Chile teve 43 sismo nos últimos três dias do ano, 16 deles no dia 31 de Dezembro, de acordo com o Instituto de Sismologia da Universidade do Chile. Nenhum dos sismos foi sentido aos 16,6 milhões de habitantes do país, uma vez que o mais forte teve 4,3 de magnitude. O mais fraco teve 2,3 graus na escala de Richter.
O Chile é o país do mundo com mais fenómenos sísmicos, sendo que, desde o início do ano, de acordo com o mesmo instituto, já terão ocorrido 109 sismos – e 19 já hoje. Alguns deles foram sentidos pela população.
O país latino-americano teve ainda aquele que é considerado o mais violento sismo de sempre. A 22 de Maio de 1960, um sismo de 9,5 pontos na escala de Richter atingiu todo o centro-sul do Chile, entre as cidades de Valdívia e Concepción.
O sismo foi sentido em várias partes da terra, tendo produzido um tsunami que chegou a países como o Japão e outras regiões, como o Havaí. O Chile é susceptível a fortes terramotos porque está cortado pela divisão de duas placas tectónicas: a placa de Nazca e a placa sul-americana.

Fonte : ciência hoje
Reflexão : Como temos estudado os sismos ocorrem mais frequentemente nos paises que estão entre a junção de duas ou mais placas tetónicas .