domingo, 2 de dezembro de 2012

Água do mar subiu sete centímetros nos últimos 20 anos


Investigador afirma que novos dados
são os mais fiáveis conseguidos até agora

2012-12-01
Contribuição da fusão do gelo da Gronelândia e Antárctida  para o aumento do nível do mar é de 0,59 milímetros por ano
Contribuição da fusão do gelo da Gronelândia e Antárctida para o aumento do nível do mar é de 0,59 milímetros por ano
Nos últimos anos, a comunidade científica publicou pelo menos 29 estimativas diferentes sobre a quantidade de camadas de gelo que tem contribuído para a subida do nível do mar. Os resultados oscilavam entre 1,9 e os 0,2 milímetros anuais.
A nova estimativa, realizada por alguns dos mais prestigiados cientistas do clima e recentemente publicada na«Science», situa a contribuição da fusão do gelo da Gronelândia e Antárctida em 0,59 milímetros por ano, em média, desde 1992.
O estudo refere que os níveis globais do mar subiram 3,3 milímetros por ano durante esse período de tempo, o que faz com que o aumento seja de aproximadamente sete centímetros nas duas últimas décadas.
Andrew Shepherd, investigador da Universidade de Leeds (Reino Unido) e autor principal do estudo, referiu em videoconferência com jornalistas que estas estimativas de perda de gelo nas camadas continentais“são as mais fiáveis realizadas até agora”.
O investigador acrescenta que o estudo “acaba com 20 anos de incertezas acerca das alterações nas massas de gelo da Gronelândia e Antárctida”. Este registo pretende, também, servir de base de referência para estudos futuros.
A investigação examina os três métodos que se utilizaram para medir o degelo por distintos grupos e estabelece critérios comuns que permitem aos cientistas descartar algumas observações atípicas e demonstrar que os resultados obtidos são correctos. 


Fonte : Ciência Hoje

Mercúrio tem gelo e material orgânico


Vários estudos a partir de dados da sonda Messenger
estão agora publicados na «Science»



Algumas crateras no pólos de Mercúrio estão sempre na sombra, sendo assim zonas de frio
Algumas crateras no pólos de Mercúrio estão sempre na sombra, sendo assim zonas de frio
Apesar das suas temperaturas muito altas devido à proximidade com o Sol, Mercúrio contém gelo e material orgânico congelado nas crateras do seu pólo norte. A NASA apresentou as provas recolhidas pela Messenger, a primeira sonda a orbitar Mercúrio. A«Science» publica vários artigos sobre o assunto.
Tanto a água gelada como os materiais orgânicos – semelhantes a alcatrão ou carvão – foram depositados naquele planeta, há milhões de anos, por cometas e asteróides que chocaram com o planeta.“É a explicação que melhor se enquadra nos dados que estudámos”, afirma Sean Solomon, o investigador principal da missão, da Universidade de Columbia (Nova Iorque).

Não é a primeira vez que a NASA apresenta indícios de gelo em Mercúrio, mas agora os dados são mais sólidos. O material orgânico é uma novidade. “Não esperávamos encontrar isto, mas demo-nos logo conta que faz sentido pois já foi observado noutros lugares, como objectos gelados nos confins do Sistema Solar ou nos núcleos de cometas”, explica o investigador David Paige, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
A sonda Messenger, ao contrário do robô Curiosity que se encontra em Marte, não é um rover, não podendo assim analisar rochas ou amostras directamente do solo. No entanto, transmite raios laser e recolhe dados sobre a composição da superfície durante as suas órtbitas.
Os cientistas acreditam que o material orgânico, que é duas vezes mais escuro do que a maior parte da superfície de Mercúrio, encontrava-se no interior do gelo depositado por cometas há milhões de anos. Apesar do planeta não ser habitável nem ter albergado vida no passado, defendem os cientistas, a descoberta do material orgânico pode ajudar a compreender como se originou a vida na Terra e como poderá evoluir em planetas fora do sistema solar.
Uma das hipóteses para explicar a origem da vida na Terra – a teoria da panspermia – é que os seus ingredientes chegaram ao nosso planeta em cometas ou asteróides. “A descoberta de alguns dos ingredientes da vida em planetas do Sistema Solar é realmente emocionante”, diz Paige.
Neste caso é ainda mais 'surpreendente' pois as temperaturas à superfície do planeta podem superar os 400 graus centígrados. No entanto, algumas crateras no pólos de Mercúrio estão sempre na sombra, sendo assim zonas de frio.

Fonte : Ciência Hoje 
Reflexão : Como nós estudamos recentemente , Mercúrio não possui atmosfera e mesmo que possua gelo , é quase impossível existir lá vida , devido a não existência de atmosfera .

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Alfa Centauri é o sistema estelar mais próximo de nós, a ‘apenas’ 4,3 anos-luz de distância

Mais próximo do sonho


Alfa Centauri é o sistema estelar mais próximo da Terra. Tal ‘proximidade’ captou a imaginação de autores de ficção científica. Em ‘Avatar’, por exemplo, o sistema contém o gigante gasoso Polifemo, cuja lua Pandora é o cenário do filme. (imagem: Fox)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Massa de rochas vulcânicas flutua à deriva no Oceano Pacífico

Massa rochosa não deverá afectar navios (Imagem: NZA)


A Marinha da Nova Zelândia anunciou que uma enorme massa de rochas vulcânicas flutua à deriva no Oceano Pacífico. A massa rochosa provém de um vulcão submarino e não deve constituir nenhum perigo para os navios, refere ainda.

Os investigadores defendem que o fenómeno não está relacionado com a intensificação da actividade vulcânica na superfície da Nova Zelândia esta semana. As rochas foram avistadas ontem por um avião militar a cerca de mil quilómetros da costa da Nova Zelândia, próximo à Ilha Raoul – uma área com aproximadamente a extensão da Bélgica – 463 quilómetros de comprimento e 55,5 de largura.

A recente erupção de cinzas do vulcão Tongariro, adormecido há mais de um século, perturbou seriamente o tráfego aéreo no país e não terá nada a ver com o sucedido. Dezenas de aviões ficaram em terra, embora os voos internacionais não tenham sido afectados.

O vulcão Tongariro, situado na região central da ilha do norte da Nova Zelândia, entrou em erupção na passada segunda-feira, lançou rochas a até um quilómetro de altura e espalhou cinzas acima dos seis mil metros.

Fonte : Ciência Hoje
Reflexão : Fica aqui uma noticia sobre a matéria que foi há pouco leccionada .

A camada magnética protectora da Terra está a deteriorar-se

Fonte :  http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=56139&op=all

Um estudo recentemente publicado no «Journal of Geophysical Research» avançou que foram descobertas algumas brechas na camada magnética terrestre e estas permitem a entrada do vento solar – rajadas de plasma magnético.

A magnetosfera é a camada protectora da Terra e a primeira linha de defesa contra ventos solares e as falhas detectadas poderão interromper sinais de GPS e energia, segundo explicou Melvyn Goldstein, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard (Nasa).

Já tinham sido encontradas fendas nas regiões próximas do Equador, onde o campo magnético terrestre é mais ou menos paralelo ao campo do vento solar. 

A missão Cluster da Agência Espacial Europeia (ESA), que compreende quatro satélites junto ao campo magnético terrestre, compilou dados que mostram como o vento solar atravessa a área e os dados mostraram que redemoinhos gigantes (também conhecidos como ondas Kelvin-Helmholtz) de plasma que chegam à magnetopausa (região em torno da magnetosfera) são os factores que ajudam a penetração do vento solar.



Os estudos mostraram que a anomalia se forma quando o campo magnético das partículas emitidas pelo sol tinha uma orientação oposta à do campo magnético em determinado ponto da Terra.

Apesar de invisível, o planeta Terra está cercado por esta espécie de bolha magnética, criada pelos movimentos ocorrem na região dos núcleos da Terra e é fundamental para o proteger contra as partículas emitidas pelo sol. Aliás, sem a magnetosfera a vida na Terra seria praticamente impossível. 
No entanto, os dados não sustentam teorias apocalípticas e reversões magnéticas polares já podem ter ocorrido nos últimos 3000 milhões de anos, mas não seguem um ciclo regular e a intensidade não é constante.


Ventos solares penetram camada magnética terrestre

Reflexão : Isto pode ser perigoso para o futuro da vida na Terra .

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Baleia Branca é capaz de imitar a voz do homem



Uma equipa de investigadores norte-americana, liderada por Sam Ridgway, presidente da Fundação Nacional para Mamíferos Marinhos, na Califórnia, refere que a baleia beluga, também conhecida como baleia branca (Delphinapterus leucas), é capaz de imitar a voz humana, tal como os papagaios. O estudo foi publicado ontem na «Current Biology», onde os autores apresentam registos de análise espectral de gravações. Já, em 1984, um mergulhador apercebeu sonoridades semelhantes a vozes humanas vindas de uma beluga, baptizada de Noc e guardada durante 30 anos em cativeiro num dos aquários de San Diego. Os sons do cetáceo eram tão convincentes que por momentos pensou que eram pessoas a dizer-lhe para sair da água. A Noc morreu há cinco, mas a sua voz ficou gravada. Os sons emitidos pela beluga são várias oitavas abaixo dos chamamentos normais das baleias. Portanto, para a Noc conseguir reproduzir a sonoridade semelhante à do ser humano teve de treinar-se a moldar a pressão do ar nas narinas, já que não utilizam a laringe para produzir sons, tal como o homem. Para o estudo, os cientistas conseguiram gravar os sons emitidos. As análises técnicas revelaram semelhanças com alguns padrões da fala humana, como amplitude e ritmo. Ao gravar os sons de Noc, descobriram um ritmo similar ao da fala humana e frequências mais baixas que os sons típicos das baleias, muito mais próximos das vozes humanas. "Os sons que escutamos eram um claro exemplo de aprendizagem vocal por parte da baleia branca", afirmou Ridgway. Os sons emitidos pela beluga são várias oitavas abaixo dos chamamentos normais das baleias. Portanto, para a Noc conseguir reproduzir a sonoridade semelhante à do ser humano teve de treinar-se a moldar a pressão do ar nas narinas, já que não utilizam a laringe para produzir sons, tal como o homem. Não é a primeira vez que investigadores revelam este tipo de comportamento em belugas. Já nos anos 70, outro célebre mamífero do aquário de Vancouver, no Canadá, chamado de Lagosi, tentava pronunciar o seu nome.


Fonte : Ciência hoje

Aquecimento Global intensifica furacões

 Centro Nacional para a Investigação Atmosférica(NCAR), dos EUA, revelou que o aumento da temperatura do planeta contribui para que um furacão como o Sandy veja sua força crescer em até dez por cento – o suficiente para ampliar os estragos em 60 por cento.

Segundo o Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas (IPCC), existe uma relação provável entre as mudanças climáticas e os furacões. A organização prevê que estes fenómenos sejam cada vez mais intensos e comuns ao longo deste século XXI.

A questão é objecto de intenso debate entre os especialistas. Aliás, um estudo publicado esta semana na PNAS tende a confirmar a incidência do aquecimento global. Após reconstituir as variações do mar no Golfo do México desde 1923, os investigadores chegaram à conclusão de que "as temporadas de ciclone dos anos quentes foram mais activas”.

Segundo o especialista francês da Meteo France, Serge Planton, “um furacão depende da temperatura da superfície do mar, mas também da estrutura dos ventos em todo o volume da atmosfera – não responde de forma linear, simples, ao aquecimento global".

O último relatório do IPCC sobre fenómenos climáticos extremos, considera difícil assegurar que tenham aumentado a intensidade, a frequência ou a duração dos furacões nos últimos 40 anos, quando se iniciaram as observações por satélite.

No entanto, no Atlântico Norte, onde Sandy se originou, verifica-se um aumento o número de furacões. Após reconstituir as variações do mar no Golfo do México desde 1923, os investigadores chegaram à conclusão de que "as temporadas de ciclone dos anos quentes foram mais activas do que as dos anos frios".
O IPCC considera "provável" que os próximos ciclones sejam mais intensos, mais chuvosos e com mais ventos. Já o Instituto de Estudos Oceânicos e Atmosféricos (NOAA), já mostrava como o aquecimento global pode alimentar os furacões e previu, em 2010, que as tempestades serão 20 por cento maiores a até 100 quilómetros do olho de um furacão, considerando um cenário em que a temperatura da Terra aumentará em 2,8 graus Celsius.
Próximos furacões serão mais intensos e mais chuvosos <br> (Imagem: Betty Flowers)

Reflexão : Esta notícia prevê os desastres perigosos que se aproximam , cada vez as catastrofes naturais se estão a tornar mais perigosas e mortiferas .

domingo, 21 de outubro de 2012

NASA no Alentejo

O astrobiólogo Steve Vance, do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, está em Portugal para estudar as águas termais de Cabeço de Vide, no Alentejo. O objetivo é definir parâmetros mais exatos para conseguir identificar sinais de vida a partir de análises geológicas e hidrogeológicas. Este é, afinal, um trabalho que pode vir a ter repercussões na missão do rover Curiosity, a decorrer durante os próximos dois anos em Marte.
"Estou a tentar demonstrar que posso utilizar um espetrómetro idêntico a um que está a bordo
 do Curiosity para procurar sinais de geologia ativa", explicou ao DN o investigador da NASA. Quando se detetam, por exemplo, gases como metano num determinado ambiente não é possível perceber a olho nu se foram produzidos por organismos vivos, ou se resultam de processos geológicos. É necessário fazer mais medições. E é esta fase das análises que Steve Vance pretende afinar. "Se conseguir melhorar estas medições na Terra, isso poderá ajudar-nos a perceber melhor as leituras que fizermos em Marte", afirma.O trabalho em Cabeço de Vide está terminado. Steve Vance regressa amanhã aos Estados Unidos, mas à sua frente já seguiram para o laboratório as amostras que recolheu no Alentejo. "Fizemos logo algumas análises no terreno e os resultados preliminares parecem indicar a presença de metano e etano nas amostras", adianta o investigador.Agora trata-se de ir um pouco mais além. "Penso que vamos conseguir perceber se a origem destes gases são organismos vivos ou apenas um resultado da geologia ativa. Dentro de algumas semanas terei uma resposta". Os testes seguintes poderão já ser feitos em Marte.




Reflexão : Acho que se esta noticia se vier a confirmar verdadeira , pode ser uma mais valia para Portugal .







terça-feira, 16 de outubro de 2012

Supersónico Felix Baumgartner

Fica o vídeo de uma das notícias mais populares dos últimos dias , o salto histórico de Felix Baumgartner .






domingo, 14 de outubro de 2012

Astronomia: descoberto sistema solar parecido com o nosso


Está a cinco mil anos-luz de nós. Tem um sol, que mede metade do nosso, e dois planetas gigantes que orbitam à metade da distância que Júpiter e Saturno mantêm do Sol. Cientistas britânicos descobriram um sistema solar semelhante ao nosso apelidado de OGLE-2006-BLG-109L, avança a BBC.
Apenas dez por cento dos sistemas solares descobertos têm mais de um planeta em órbita 
As notícias de descobertas astronómicas são frequentes nos dias que correm, mas este sistema tem uma particularidade que o aproxima de nós, apesar de estar tão longe. “A grande particularidade do nosso sistema é existirem quatro planetas do tipo terrestre, Mercúrio, Vénus, Terra e Marte, e quatro planetas gigantes, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno”, explica ao PÚBLICO, Nuno Santos, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (UP).  O facto de estes dois planetas gigantes descobertos, parecidos com Júpiter e Saturno, estarem afastados da estrela do novo sistema é o factor de identificação com o sistema solar em que a Terra se insere. “Nós estamos a descobrir cada vez mais planetas e o objectivo é encontrar um parecido com a Terra”, diz Nuno Santos. “Muitos planetas gigantes descobertos até agora orbitam muito perto da estrela, estes planetas estão longe da estrela, em contraposição com os outros já descobertos”, explica.  Os cientistas britânicos que anunciaram a descoberta acreditam que será difícil detectar um planeta parecido com a Terra neste novo sistema, uma vez que ele está muito longe, o que dificulta a observação de planetas pequenos. Apesar de já terem sido descobertos cerca de 300 sistemas extra-solares, só perto de dez por cento destes é que abrigam mais do que um planeta. 

Técnicas de observação mais avançadas
Nuno Santos acredita que caminhamos para a descoberta de planetas semelhantes ao planeta azul. “Temos em curso um projecto de um instrumento que vai ser colocado nos telescópios da ESO [European Organisation for Astronomical Research] e que vai permitir a descoberta de outros planetas”, referiu.  O sistema OGLE foi descoberto através da técnica das lentes gravitacionais, em que a variação de brilho observada numa estrela permite descobrir o que passou por detrás dela, chegando-se, assim, à descoberta de novos planetas. Os cientistas ingleses acreditam que com o avanço tecnológico será possível descobrir mais sistemas planetários. O astrónomo ouvido pelo PÚBLICO diz que a técnica das lentes gravitacionais já descobriu alguns planetas mas realça também a “técnica dos trânsito , que detecta a sombra do planeta quando este passa em frente a estrela que orbita, e a da “velocidade radial”, que mede as variações na velocidade com a qual a estrela se afasta ou se aproxima de nós – esta última é a responsável pela descoberta de mais planetas até agora e que vai permitir a descoberta de outros planetas”, referiu.  O sistema OGLE foi descoberto através da técnica das lentes gravitacionais, em que a variação de brilho observada numa estrela permite descobrir o que passou por detrás dela, chegando-se, assim, à descoberta de novos planetas. Os cientistas ingleses acreditam que com o avanço tecnológico será possível descobrir mais sistemas planetários. O astrónomo ouvido pelo PÚBLICO diz que a técnica das lentes gravitacionais já descobriu alguns planetas mas realça também a “técnica dos trânsitos”, que detecta a sombra do planeta quando este passa em frente a estrela que orbita, e a da “velocidade radial”, que mede as variações na velocidade com a qual a estrela se afasta ou se aproxima de nós – esta última é a responsável pela descoberta de mais planetas até agora. 


Reflexão : Nesta noticia está presente uma nova descoberta astronómica , daquilo que se pensa ter sido a descoberta de um novo sistema solar .

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Terra como um Sistema

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Eu_21J-vsQU

Fica aqui um vídeo sobre a Terra como sistema , espero que assistam ao vídeo e gostem !

Interação de subsistemas

Os subsistemas da Terra não são subsistemas isolados, pois apresentam uma complexa 

rede de interacções entre si. O Homem, como elemento importante do subsistema biosfera,

 é aquele que consegue estabelecer com todos os subsistemas um maior número de relações.

Deste modo, qualquer desequilíbrio provocado pela intervenção humana, em particular o que 

a espécie humana habita e do qual depende para a sua sobrevivência.





Exemplos das relações entre os subsistemas:
Relação Geosfera-Atmosfera: Por vezes, as erupções vulcânicas são muito violentas e pode 

ocorrer a libertação de grande quantidade de gases e poeiras para a atmosfera. Estas substâncias

podem influenciar  a quantidade de radiação solar que atinge o planeta e, desta forma, alterar os

mecanismos de evaporação e evapotranspiração com consequente alteração do regime das chuvas.

Por sua vez, este facto pode provocar alterações nos mecanismos de meteorização e erosão das 

rochas.
Relação Geosfera-Hidrosfera: Estes dois subsistemas estão intimamente relacionados através

do ciclo hidrológico. As águas dos grandes reservatórios naturais estão em permanente contacto 

com as rochas da geosfera. É de realçar o papel da água na alteração física e química dos minerais

e das rochas.
Relação Geosfera-Biosfera: Do metabolismo de muitos seres vivos pode resultar a formação de
rochas sedimentares de origem biogénica, como os calcários conquíferos e o carvão. Os animais 

e as plantas são, também, importantes agentes de meteorização física e química das rochas

, contribuindo, deste forma, para a formação de rochas sedimentares detríticas.
Relação Atmosfera-Hidrosfera: Estes dois subsistemas estão relacionados entre si através do

ciclo da água, nomeadamente nos processos de evaporação, condensação e precipitação em forma 

de chuva, neve e granizo.
Relação Atmosfera-Biosfera: A quantidade de oxigénio e dióxido de carbono presente na 

atmosfera pode variar em função de processos metabólicos realizados pelas plantas e animais,

como a fotossíntese e a respiração. A presença de ozono nas camadas superiores da atmosfera 

protege os seres vivos dos raios ultravioletas, potenciais causadores de mutações genéticas nas 

células.
Relação Biosfera-Hidrosfera: A água é o principal constituinte dos seres vivos e permite a 

realização de diversas funções fisiológicas.
Relação Geosfera-Atmosfera-Hidrosfera-Biosfera: Os ciclos bioquímicos da água, do carbono 

e do azoto são exemplos da interacção entre todos os subsistemas terrestres.



Reflexão : Como disse anteriormente todos os subsistemas interagem entre si e aqui está a prova disso , prova que nenhum subsistema pode atuar sozinho .

Subsistemas da Terra











O megassistema Terra é constituído por quatro subsistemas abertos, que interagem entre si de uma forma dinâmica e complexa: a geosferahidrosfera, a biosfera e a atmosfera.




Geosfera - entende-se por geosfera a parte superficial da Terra que se encontra no estado sólido (formada pelas grandes massas continentais e os fundos oceânicos), bem como os restantes materiais que se encontram no seu interior, separados em camadas mais ou menos concêntricas. As transformações e os movimentos que ocorrem na geosfera tornam a Terra um planeta geologicamente activo e em constante mutação. É neste sistema que o Homem adquire materiais para construir as suas habitações, retira rochas e minerais para fabricar utensílios e outros materiais de que necessita para sobreviver, ou para seu simples prazer, e obtém fontes de energia fósseis (gás, petróleo e carvão).



Hidrosfera - a hidrosfera compreende toda a água no estado líquido e sólido que se encontra na superfície terrestre, incluindo os oceanos, os mares, os lagos, os rios, a água existente no subsolo, os gelos das calotes polares e dos glaciares. Para muitos investigadores, as grandes massas de água que se encontram no estado sólido constituem um outro subsistema  da Terra designado criosfera. As actividades humanas dependem da água para a agricultura, indústria  produção de energia, saúde, desporto, divertimento, entre outras. A água é também um importante factor na estabilização do clima terrestre. Os oceanos absorvem a maior parte da radiação solar que atinge a superfície do globo e esta energia é distribuída por todo o planeta através das correntes oceânicas. A água é o recurso natural mais importante da Terra, pois é essencial para a existência de qualquer forma de vida e é a substância comum a todos os subsistemas da Terra.




Atmosfera - A atmosfera é o invólucro gasoso da Terra, sendo, actualmente, constituída por uma mistura de gases, dos quais o azoto, o oxigénio, o árgon e o dióxido de carbono representam 99.98% do seu volume. O vapor de água também é um constituinte da atmosfera, cuja ocorrência pode variar no espaço e no tempo. Há ainda a considerar uma quantidade muito grande de partículas suspensas na atmosfera, constituídas por fumos, poeiras e matéria orgânica, que podem ter origem antrópica (resultante das actividades humanas) ou natural. Este subsistema tem duas funções de primordial importância: é o principal regulador do clima e protege a Terra dos efeitos das radiações solares e do bombardeamento das partículas sólidas originárias do espaço extraterrestre. Muitos dos meteoritos que se dirigem para a Terra inflamaram-se e desintegram-se devido ao atrito provocado pela sua entrada nas camadas que compõem a atmosfera.




Biosfera - A biosfera é constituída por todos os seres vivos, que ocupam habitats tão diversos, como a terra, o ar e a água. Admite-se que a existência de vida na Terra é um facto único no Sistema Solar. Na verdade, ao longo da sua história, o planeta foi criando condições para que se desse o aparecimento e posterior manutenção das formas de vida que foram surgindo. Existem milhões de espécies diferentes de seres vivos, desde seres microscópicos até outros de grandes dimensões. A espécie humana exerce muitas influências, por vezes negativas, sobre os restantes subsistemas terrestres. Por tal motivo, muitos cientistas propõem que ela constitua um sistema independente da biosfera, designado antroposfera.


Fonte : Google 

Reflexão : A Terra possuí estes 4 subsistemas terrestres , que se influenciam mutuamente como poderemos comprovar a seguir .




A que sistema pertencerá a Terra ?



Como já estudado, um sistema fechado troca energia somente com a vizinhança, não trocando matéria, como se verificaria no sistema aberto.
A Terra é portanto um sistema Fechado !
O Planeta Terra não efectua trocas de matéria com a sua vizinhança (universo), mas efectua trocas de energia, como a energia solar. Mas podem se perguntar sobre os meteoritos que incidem sobre a nossa superfície terrestre, estes são considerados “matéria” mas dado que são tão diminutos de acordo com as dimensões e massa do nosso planeta que consideramos o planeta como um sistema fechado.
 Fica aqui um esquema sobre os sistemas : 
Fonte : Google Imagens



Reflexão : Eu na minha perspectiva pessoal penso que a Terra possui algumas desvantagens em ser um sistema fechado , porque  Visto que o planeta Terra é um planeta fechado, pela lógica, este não troca matéria, o que torna a matéria presente na superfície da terra finita. Temos de preservar os recursos naturais, por exemplo o petróleo  é um recurso natural finito que se acabara um dia, procurando o Homem uma necessidade de substituir este para a manutenção de uma qualidade de vida que nos satisfaça. Do mesmo modo, os materiais residuais são um grande problema, pois podem provocar um desequilíbrio no planeta, a solução foi a Reciclagem, daí ser tão importante a sensibilização para este assunto, alias todos nós conhecemos a política dos 3 R (reduzir, reciclar e reutilizar).

Sistemas : Aberto , Fechado

Um sistema pode ser considerado como uma porção limitada do Universo onde ocorre a interacção de vários elementos, de forma organizada. O sistema diz-se composto se integrar subsistemas mais pequenos que estabelecem relações entre si.
Na Natureza, podem considerar-se três tipos de sistemas:
- sistema aberto, onde se verificam trocas de energia e de matéria com o meio envolvente;
 
- sistema fechado, onde ocorrem apenas transferências de energia;


- sistema isolado, em que não há permutas de energia nem de matéria.

 

Reflexão : Com esta matéria percebi que existem vários tipo de sistemas : o aberto , o fechado e o isolado